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pouca, poça, poço . . .

julho 2014
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Família Yud: Isaias, Queia e Mateus Yud

Servindo a Deus na Amazônia Peruana – Julho 2014

Pucallpa, Ucayali, Peru, Julho de 2014.

“ Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Rios de água da vida vão jorrar do coração de quem crê em mim”.” João 7:37b, 38

Queridos amigos,

Queridos companheiros de oração e ação,

Muito obrigado por ler as nossas cartas, muito obrigado por continuarem conosco, muito obrigado pela sua participação de forma direta ou indireta nas nossas vidas e ministério.

Minha oração é para ser cheio do Espírito Santo de Deus a cada dia. Para assim poder contagiar as pessoas com que me encontro neste dia e levar a mensagem de Jesus a elas. Levar a esperança, levar esta água para o que tem sede, levar o alimento para o que tem fome, levar a paz para o que esta aflito.

Somos gratos a Deus por poder viver para Ele, com Ele e por Ele.

Juntos para estender o reino de Deus na terra.

Deus os abençoe e os recompense.

Abraços com muito carinho, Isaias, Queia e Mateus Yud – Família Yud

Viagem do Isaias para a tribo:

Pensando e orando decidimos fazer uma carta diferente. Por isso estou escrevendo um resumo do que fizemos a cada dia, uma espécie de mini diário. Não escrevi tudo para que não se cansem. Aproveitem, vai ser interessante e diferente. Quem sabe te ajudará a entender um pouco melhor o nosso coração:

Foi uma viagem diferente das outras, foi:

– Curta de 2 até 22 de junho, 10 dias

Com uma equipe de trabalho:

– Martin (mecânico, alemão)

– David (posseiro, alemão – argentino)

– Isaias

Foi a viagem numero 59 do Isaias nas tribos indígenas no Peru.

Nossas metas principais foram:

– Levar a esperança de Jesus para as pessoas, pelo caminho e nas comunidades. Este sempre é o nosso primeiro e principal objetivo na vida diária, nas viagens, nos passeios em tudo.

– Animar aos lideres a Igreja de Cristo entre os índios Bora e os índios Murui (Huitoto)

– Fazer manutenção em três poços existentes na zona.

Algumas das melhores experiências: (bênçãos)

– Presença, Proteção, benção, sustento de Deus em todos os momentos.

– Comunicação com a Queia e o Mateus, via celular.

– Ter boa água nas aldeias

– Algumas pessoas fieis a Deus nas aldeias.

– Excelente equipe de trabalho, David muito amor pelos perdidos e Martin tem boa disposição.

– David fala muito bem o castelhano, porque cresceu em Argentina onde os pais foram missionários. Também entende bem a cultura latina.

– Martin levou uma boa maquina fotográfica e tirou ótimas fotos.

– Conseguimos um bote rápido, para a subida do rio Amazonas, de Pebas a Iquitos, e com ótimo preço.

– Tivemos suficientes pessoas para ajudar na manutenção dos poços.

– Poder ajudar as pessoas nas suas diferentes necessidades. É como colocar uma gota de água no meio do deserto, ou do incêndio. As necessidades são muitas, em todas as áreas. Deus nos deu muitas oportunidades.

Alguns pontos difíceis, onde precisamos orar mais para aguentar:

– Ver alguns dos lideres que não estão na obra. Alguns deixaram de viver e caminhar com Deus.

– Muitas pessoas duras de coração, estão de festa em festa, de campeonato em campeonato, aniversários, etc.

– Falta de compromisso, não tem interesse, não fazem a parte deles

– Ver que os lideres não preparam as atividades, as pregações, os cultos, não dão tempo para Deus, para a obra de Deus.

– Falta de coordenação dos lideres atuais com hospedagem, programas da igreja, etc.

– Dificuldades na comunicação, sinal muito fraco.

Primeiro dia, segunda-feira, 2 de junho: – Pucallpa – Iquitos:

– Saímos do aeroporto de Pucallpa com um voo comercial, para Iquitos. Voo de 1 hora.

– Começamos a entregar folhetos no check in, depois na sala de embarque. David teve a oportunidade de evangelizar a um jovem de Colombia, na sala de embarque de Pucallpa.

– Em Iquitos, fomos para a casa de um amigo brasileiro, casado com uma Argentina, para esperar por algumas horas. Continuaríamos a viagem neste mesmo dia, descendo o Rio Amazonas.

Fomos convidados para um almoço. Para nossa surpresa começaram a chegar mais gente. Não sabíamos o que estava acontecendo. Eram três jovens, turistas argentinas, que nossos amigos tinham conhecido em uma praça pero da casa deles. Depois do almoço tive a oportunidade de compartir o evangelho com elas. Usei o cubo evangelístico. Falei da importância de uma decisão por Jesus, mas não insisti muito. Escutaram com muita atenção, parecia que estavam comendo e tomando o que eu dizia e os versículos bíblicos que citava. Oramos por elas, pelas suas vidas, pelas famílias, pelas viagens que vão continuar fazendo. Estão a messes viajando pela America do Sul. O que me marcou muito foi a despedida. Na despedida nos abraçaram a todos, agradeceram muito. Mas estes foram abraços diferentes. Era como se o abraço tivesse palavras, como que quisessem dizer alguma coisa, ou muito. Quem sabe queriam dizer, quero andar com Cristo como vocês, ou quem sabe estamos juntos, ou necessito a Jesus como vocês, não sei exatamente o que era, mas sei que Deus falou no profundo do coração delas. Falou muito comigo também. Aquela cena não saiu da minha mente por muitos dias. Me marcou muito, alias, uma coisa para me marcar assim tem que ser de Deus. Nos próximos dias orei por elas, oramos por elas.

– A viagem estava somente começando, já podia sentir que Deus ia fazer muitas coisas maravilhosas nesta viagem.

– Fomos ao porto, para entrar no recreio e ganhar lugar. Isso significa ir as quatro da tarde, colocar a rede, conseguir um lugar, estar muito atento com os ladrões que estão procurando um descuido nosso para roubar o que for possível. O recreio só sai as nove ou dez da noite.

– No recreio entregamos folhetos para os outros passageiros, para os vendedores ambulantes, para todos e procuramos uma oportunidade para falar de Jesus as pessoas.

– Já passavam das dez da noite quando o recreio saiu. Estava super cheia, de cargas, de passageiros. É quase como sardinhas em lata. Estávamos cansados e precisávamos de um descanso. Tínhamos toda uma noite pela frente. De madrugada fez frio, o vento frio do rio entra por todos os lados. É uma vantagem viajar em grupo, quando estou sozinho é bem mais difícil de cuidar das coisas, um descuido e os ladrões atuam. Quando o recreio sai já não é tão inseguro.

– Finalmente dormimos. A duração da viagem é de 10 a 12 horas, descendo o Rio Amazonas.

Segundo dia, terça-feira, 3 de junho – Iquitos – Pebas – Aldeia indígena de Pucaurquillo:

– Acordei cedo, antes das seis da manha, meus companheiros continuavam dormindo.

– Chegamos a cidadezinha de Pebas, nossa primeira parada.

– Em Pebas os irmãos nos esperavam para continuar a viagem em um barquinho pequeno com motor. Vamos sair de Rio Amazonas e entrar em um dos afluentes o rio Ampiyacu.

– Choveu a noite, e estava chovendo na chegada. Tivemos que esperar um pouco. Como a chuva continuava compramos um plástico grande para cobrir os livros, Bíblias, ferramentas, malas, etc.

– O pastor Alejandro, da tribo Bora, nos levou até a aldeia, um pouco mais de meia hora.

– Somente deixamos as nossas coisas em casa e fomos trabalhar. Começamos no primeiro poço, onde vivem os índios Bora. Este poço vai fazer 10 anos de bom funcionamento. O poço é uma grande benção na aldeia indígena porque da água potável e representa saúde para as pessoas.

– Desmontamos todo o poço e depois fomos para comer a nossa primeira comida do dia. Já passavam das três da tarde. A nossa ultima comida foi aquele almoço na casa dos nossos amigos de Iquitos, com as jovens argentinas.

– Trabalhamos até tarde, desmontamos todo o poço e começamos a limpeza dos canos, a troca de algumas pecas de plástico dentro do pistão. Na parte de fora tínhamos que trocar dois rolamentos, lixar e tirar a ferrugem e pintar outra vez. Enquanto trabalhávamos sempre estamos compartilhando do evangelho com as pessoas que veem para ajudar ou para olhar.

– A noite estive na casa do pastor Nilson. Eles foram como missionários aos Huitoto da Colombia. Sempre ficamos nesta casa. Eles nos emprestam um quarto onde temos alguns tambores com as coisas básicas que precisamos para estar viver lá. Temos também Bíblias e literatura para vender. Não teve luz, todo escuro. Foi triste estar sozinho. Meus companheiros estavam hospedados em outras casas, cada um em uma casa.

– Conseguir falar com a Queia e o Mateus pelo celular. O celular somente tem sinal em alguns lugares, as vezes me mecho ou pouco e já corta o sinal.

– Fui dormir cedo, porque não tinha luz, não podia ler, as 20.30 horas.

Terceiro dia, quarta-feira, 4 de junho – Aldeia indígena de Pucaurquillo:

– Acordei as seis da manha, orei e li a Bíblia.

– Fui al poço Huitoto para buscar água. Que benção ter esta água. Obrigado Senhor por estes poços. Obrigado a Missão Suíça, obrigado irmão Manfredo.

– Começamos o trabalho cedo, sem café da manha.

– Que maravilha ter uma equipe com jovens dinâmicos, cheios de energia, cheios da presença de Deus.

– Nosso irmão, Martin, o mecânico Alemão, estava doente. Teve problemas de estomago. Teve ânsias, vômitos, diarreia, etc. Estava mal, não pode trabalhar. Então eu tive trabalho dobrado. Houve ótima colaboração e ajudantes da tribo Bora para fazer a manutenção do poço.

– Montamos o poço Bora que tínhamos começado no dia anterior. Deixamos funcionando. Por dentro esta em ótimo estado.

– Começamos a desmontar o poço dos índios Murui (Huitoto).

– Paramos para o almoço.

– Quando terminamos de montar este poço já estava escuro, já era noite. Foram mais de 12 horas de trabalho, quase sem descanso. Enquanto trabalhávamos compartilhamos do amor de Jesus para com as pessoas. Este poço tem quase sete anos e por dentro estava em ótimas condições. É uma benção. Tem boa quantidade de água de boa qualidade.

– Hoje os irmãos da tribo Murui (Huitoto) preparam comida para nos. Organizaram bem.

– O dia foi bem cansativo, tomei banho já de noite, com uma canequinha porque já era muito tarde para ir ao rio. Tinha muitos pernilongos.

– Tivemos culto a noite, não teve luz, foi só na base do lampiãozinho.

– Conseguir falar, por celular, com a Queia e o Mateus.

– Choveu a noite, é temporada de chuvas, quase todos os dias.

– Fui dormir as 21 horas.

Quarto dia, quinta-feira, 5 de junho – Aldeia indígena de Pucaurquillo:

– Acordei as seis da manha, orei e li a Bíblia.

– Fomos ao poço Murui (Huitoto) para provar e tirar a primeira água. No dia anterior terminamos a noite e tínhamos que esperar que secasse a cola dos plásticos internos, no cilindro, no pistão (coração) do poço.

– Depois convidamos a toda a tribo para darmos instruções de funcionamento, para que a duração do poço seja maior. Depois abrimos a Bíblia e pregamos a todos. David foi o pregador de hoje.

– Os irmãos Murui, fizeram as comidas de hoje, funcionou bem, organizaram bem.

– Depois conseguimos um pequeno barco com motor, gasolina e fomos para a cidadezinha de Pebas. Para ligar, etc. A família do David não estava bem de saúde quando ele saiu de casa em Pucallpa. Ele tem 4 filhos. É maravilhoso, confiar que Deus cuida as nossas famílias, muito melhor que nos cuidamos. Obrigado Senhor.

– Em Pebas, Deus nos deu o privilegio de entrar no gabinete do prefeito. Lemos a Bíblia com ele e oramos pela sua família e pela responsabilidade de dirigir ao povo. No ano passado tínhamos dado uma Bíblia de presente para ele, foi durante a festa dos 10 anos de fundação do Instituto Bíblico na tribo.

– De volta a tribo. Preparei Bíblias e materiais para os irmãos do Instituto Bíblico. Deixo com eles para que possam vender as pessoas que precisão. Sempre que vou a tribo levo e guardo na aldeia. La é muito difícil conseguir Bíblias e literatura. Muita gente do Rio Amazonas vem comprar conosco.

– Também preparar Bíblias e literaturas para enviar ao missionário que esta na Colombia. Ele precisa de Bíblias, corarios e outros materiais para discipular aos novos crentes. Vamos mandar com uma irmã que vai até a fronteira com a Colombia e depois ela envia por um recreio para ele.

– Conseguimos tomar banho no rio, pela primeira vez.

– No final da tarde consegui falar por celular com a Queia e o Mateus. Que bom saber deles. Escutar a voz deles.

– Veio a noite e com ela o escuro. Não tivemos luz. Fui dormir perto das 22 horas.

Quinto dia, sexta-feira, 6 de junho – Viagem para a aldeia indígena de Brillo Novo, tribo Bora:

– Acordei as 5 da manha e orei. Amanheceu com chuva.

– Arrumei as ultimas coisas para ir de viagem a outra aldeia.

– Saímos em um barco pequeno, com motor. A equipe de três pessoas mas o motorista do barco, roupas para o dia, ferramentas, etc. São quatro horas de viaje, subindo o rio, sentados no barco. Aproveitei o tempo para orar, conversar com a equipe, depois para ler um livro. Assim estive ocupado.

– Chegamos na aldeia de Brillo Nuevo, é uma aldeia grande, da tribo Bora.

– Somente deixamos as nossas coisas e fomos trabalhar no poço. Temos somente um dia, para fazer a manutenção completa e deixar novo outra vez.

– Trabalhamos e compartilhamos do plano de Deus para nos os homens. Tivemos boa participação e ajuda dos irmãos.

– Paramos um momento para o almoço. Já passava das uma da tarde e esta era a nossa primeira comida do dia. Quando trabalhamos assim no pesado temos mais fome.

Trabalhamos até o final da tarde e alcançamos o nosso objetivo. Foram mais de 12 horas continuas, entre a viagem e o trabalho. Este poço estava em péssimas condições, no interior estava muito sujo, as borrachas estavam gastas e estragadas. Neste lugar tem muitos minerais no solo. Tem pouca água. Mas sim é uma água boa, é potável. Saiu uma água bem suja, meio laranjada. Trocamos o que foi preciso e deixamos o poço funcionando. Não tiramos água para esperar que as borrachas colem bem e a cola seque. Este poço tem quase sete anos. Eu ajudei a perfurar e fazer, naquela época foram três semanas de trabalho pesado.

– Demos as instruções para que as pessoas usem de forma adequada o poço para que dure por muito mais tempo.

– Fomos ao rio para tomar banho, nossa ducha, para refrescar do forte calor do dia.

– Tivemos culto a noite, nesta aldeia tivemos três horas de luz com um gerador. Que benção a luz. Melhor ainda é a luz de Jesus. David pregou.

– Entregamos 10 proclamadores no idioma Bora. Os proclamadores são um equipamento eletrônico pequeno, parecido com um radio. Nele esta gravado o Novo testamento no idioma indígena da tribo. Podem carregar com um painel solar que vem incorporado.

– Veio uma irmã Bora, que tínhamos ajudado em Pucallpa quando o esposo dela estava doente no hospital. Soube que nos chegamos e veio trazer um pedaço de carne defumado, que delicia.

– Bom meninos é hora de arrumar as camas, os mosquiteiros e dormir. Já eram mais de dez da noite e o dia foi cheio. Dormi na tabua, ou melhor tentei. A tabua é um pouco mais dura que o meu colchão, tinha dor em uma posição e mudava para outra. Assim estive quase toda a noite. Parecia carne na churrasqueira, virando de lado.

Sexto dia, sábado, 7 de junho – Viagem da aldeia de Brillo Novo, tribo Bora, para a aldeia de Pucaurquillo:

– Levantei as cinco, orei. Arrumei as coisas para a viagem.

– Fomos ao poço para tirar água e provar como funcionava. Funcionou bem, tem boa água, mas em pequena quantidade. Quando tiramos bastante de repente deixa de sair, como que acaba. Daí é preciso esperar uns cinco ou dez minutos para ter água novamente.

– Saímos cedo, em jejum. Tinha mais pessoas que precisavam viajar e não tinham barco. Pediram para ir conosco. Quando estamos em uma aldeia longe como esta é difícil para as pessoas viajarem para a cidadezinha. Muitos não tem um barco próprio. Assim tivemos mais companhia, estava mais cheio.

– Paramos na primeira aldeia, Nuevo Peru. Queríamos ver o lugar e estudar a possibilidade de fazer um poço. É uma aldeia da tribo Bora. Um dos problemas é que o rio sobe e fica tudo inundada por algum tempo. Pelo que perguntamos e pesquisamos parece que no solo também tem uma grande quantidade de minerais.

– Aproveitei o tempo da viagem para a leitura do livro. Terminei o primeiro livro nesta viagem.

– Depois de quatro horas de viagem chegamos ao nosso destino, a aldeia de Pucaurquillo. Arrumamos as coisas outra vez, cama, etc. Oba vou dormir em colchão de ar outra vez.

– Temos que preparar varias coisas para o domingo. Vamos ter um dia com muitas atividades. Preparar a pregação para o culto da manha, outra para a noite, outra para a reunião no poço, montar os proclamadores e organizar a entrega, etc.

– Falei com a Queia e o Mateus pelo telefone. Depois de dois dias sem falar com eles é lindo escutar as suas vozes outra vez. Obrigado Senhor pela tecnologia com a qual podemos nos comunicar mesmo estando tão longe.

– Fomos ao rio para dar uma ducha, também para lavar a nossa roupa. Aqui não tem a Brastemp.

– A noite tive um aconselhamento com uma família Bora. É um casal de lideres jovens que estamos preparando a bastante tempo. Não teve luz, nem da lua.

– Fui dormir depois das nove da noite, outro dia cheio, que começou antes das cinco e com um calor de 36 graus.

Sétimo dia, domingo, 8 de junho – Aldeia de Pucaurquillo:

– Acordei as 6 horas, orei e li a Bíblia. Que maravilha é a Tua Palavra, obrigado Senhor por deixar escrito os teus planos o teu querer para as nossas vidas.

– Mutirão no contorno do poço Bora. Depois demos informações sobre o bom funcionamento do poço. O mais importante foi a pregação da Palavra de Deus para todas as pessoas em volta do poço. Senhor que a Tua Palavra produza mudanças nas nossas vidas.

– Meus companheiros foram a outra aldeia para ver a possibilidade de fazer um poço. A meta de fazer 10 poços na região continua, já temos 3 faltam 7. Esta nas mãos de Deus.

– Foi a escola dominical da igreja, eu estou escalado para pregar a Palavra.

– Depois tivemos uma reunião com os lideres, formados pelo Instituto Bíblico da aldeia e também de Pucallpa. Em outro momento vou enviar os pedidos de oração dos lideres.

– Almoço na casa de uma família Bora. A filha deles esta fazendo sete anos. É a nossa afilhada. Aproveitamos para orar com eles, animar, aconselhar, etc. Faz pouco tempo que eles voltaram para os caminhos de Deus depois de muito anos afastados da presença do Pai.

– Bom, não temos tempo a perder, outra reunião. Agora era para dar instruções do funcionamento dos proclamadores. Entregamos 19 aparelhos. É a segunda vez que fazemos uma entrega, porque queremos que a Palavra de Deus esteja gravada nas mentes e nos corações das pessoas. Romanos 10:17, a fe vem pelo ouvir a Palavra de Deus.

– Fomos para a ducha, no rio, tomar banho e despedir do rio. Amanha vamos começar a viagem de volta para casa.

– Tenho bastante coisas para arrumar, guardar, organizar, etc. O que deixo nos tambores, o que coloca na mala para levar pra casa. Bom fazer malas é normal para os missionários, estou ficando um especialista em ocupar bem os espaços na mala e organizar as coisas.

– Culto a noite. Na porta da igreja me avisaram para pregar. Que privilegio compartilhar da Palavra de Deus. Obrigado Senhor. Um irmão trouxe um gerador e tivemos a benção de ter luz.

– Consegui falar com a Queia e o Mateus pelo celular, agora serão dois dias sem comunicação.

– Foi dormir depois das nove, um dia cheio.

Oitavo dia, segunda-feira, 9 de junho – Viagem de Pebas a Iquitos:

– Acordei as 5 horas, orei. Arrumei as ultimas coisas que usei a noite.

– Descendo para o rio encontramos um senhor de idade, um líder Murui. É incrédulo, um feiticeiro. Despediu a David, e depois me falou uma palavra no idioma Murui, como eu não entendi ele mesmo traduziu e disse: “Bom homem, bom homem”. David tinha falado de Jesus para ele. Pensei comigo mesmo, o que faz dele um bom homem, e mesmo os incrédulos podem ver, é a presença de Deus, o Espírito Santo de Deus. Assim como na chegada em Iquitos a despedida ficou marcada na minha mente e no meu coração.

– Um irmão nos levou com o seu barco e motor para a cidadezinha de Pebas. No caminho paramos na casa de um líder, de idade, da tribo Bora, para entregar o ultimo proclamador.

– Agora precisamos esperar, esperar e esperar. O recreio não tem hora para passar, mas temos que estar cedo esperando. No meio da espera uma ligação para casa, que benção. Aqui na cidadezinha funciona muito melhor o telefone. Aproveitamos para tomar café da manha. Estávamos esperando o recreio e para nossa surpresa e alegria veio um rápido, uma voadora, com preço baixo. Benção dobrada porque podemos chegar hoje mesmo na cidade de Iquitos, com menos sofrimento, mais segurança, ganharemos tempos. Obrigado Senhor porque nos da muito mais do que pedimos ou pensamos.

– Levamos sete horas para chegar em Iquitos. Ganhamos, economizamos, 10 horas. Distribuímos folhetos na cidadezinha, no porto, no mercado, na viagem. Enquanto tomávamos café da manha, tive a oportunidade de aconselhar a duas pessoas. Orei com uma senhora ali mesmo no mercado, no meio dos comerciantes. Obrigado Senhor pelas oportunidades, tem muitas necessidades, muito sofrimento, nos ajude a ver com os teus olhos e dar um pouco de esperança, de alivio, a estas pessoas sofridas.

– Aproveitei para ler outro livro, comecei e terminei. Também fiz varias leituras do material que estamos estudando com um grupo de homens da Igreja de Pucallpa.

– Chegamos em Iquitos, era de dia. Foi uma benção esta voadora. Com o recreio chegaríamos de madrugada e tínhamos que esperar até amanhecer. Perigoso, cansado. Obrigado Senhor por esta voadora.

– Fomos para a casa do nosso amigo em Iquitos. Tomamos banho no chuveiro, fazia bastante calor.

– Falei por telefone com a Queia e o Mateus. Agora da cidade a comunicação é muito boa e podemos falar mais.

– Saímos para jantar com a família do nosso amigo, que deliciosa comida.

– Fui dormir já eram mais de onze da noite.

Nono dia, terça-feira, 10 de junho – Iquitos:

– Acordei as 6 horas, orei e li a Bíblia.

– Tomamos café da manha na casa do nosso amigo.

– Fui para a rua. Precisava arrumar o telefone do Instituto Bíblico da tribo e enviar a noite com o recreio para a aldeia. A bateria estava morta e em um lugar onde não tem luz todo o dia isso é mais grave. Andei toda a manha de um lugar ao outro para conseguir a bateria que precisava. Finalmente consegui.

– Meus companheiros ficaram arrumando a moto do nosso amigo. Choveu em Iquitos.

– O tempo passou rápido e fomos almoçar já eram três da tarde.

– Fizemos mais algumas coisas e terminou o dia. Meus companheiros saíram para uma praça perto de casa. Começou a anoitecer e eles não voltavam para casa, começamos a ficar preocupados porque eles não conhecem esta cidade. Graças a Deus voltaram, estava tudo bem, Obrigado Senhor.

– Aproveitei para ler alguns textos do curso que estamos estudando com os lideres na Igreja de Pucallpa.

– Falei com a Queia por um bom tempo e com o Mateus.

– Fui dormir tarde, já eram mais de 11 da noite.

Décimo dia, quarta-feira, 22 de junho, Iquitos, viagem a Pucallpa.

– Acordei as 6 horas, orei e li a Bíblia. Amanheceu com chuva.

– Tomamos café da manha na casa do nosso amigo.

– Fomos ao aeroporto para esperar o voo e voltar para casa em Pucallpa. De Iquitos a Pucallpa, voo comercial, 1 hora de duração.

– Em Pucallpa, estavam no aeroporto nos esperando, a esposa do David com os seus quatro filhos e a Queia.

Vea mas fotos en FACEBOOK:

https://www.facebook.com/isaiasmateus.yud/media_set?set=a.10204366201698332.1073741847.1328764191&type=1

Próximas atividades:

– Exames bimestrais do Mateus no colégio, começa 9 de julho.

– Aniversário da Queia, 10 de julho.

– Entrega dos Proclamadores Bora (em breve)

– Gravações do Novo Testamento Murui (em breve)

– Férias em família, julho

– Reuniões da FAIENAP, setembro

– Cursos Bíblicos no Seminário Quéchua de San Martin

– Férias e divulgação em igrejas no Brasil, dezembro 2014.

– Escola de futebol com princípios bíblicos na tribo.

Por favor, oremos por cada uma destas atividades. Obrigado.

Pedidos de oração:

1. Pelos pedidos mencionados anteriormente.

2. Oremos pela saúde, recuperação completa do braço do Isaias. Proteção e saúde para a Queia e o Mateus.

3. Que Deus levante mais pessoas e igrejas para nos sustentarem em oração e economicamente. Precisamos completar o sustento familiar e da obra aqui no Peru.

4. Que mais pessoas conheçam a Jesus hoje, como Senhor e Salvador. Que haja arrependimento e recebam o presente da salvação em Jesus.

5. Isaias tem um plano de Saúde da Unimed. Um irmão pagou este plano nos últimos 15 anos, mais agora ele não vai poder continuar pagando. Oramos que Deus supra esta necessidade e alguém possa nos abençoar com o pagamento mensal deste plano. Já estamos pagando o plano da Queia e não podemos pagar o do Isaias.

6. Oremos pelos Huitoto da Colômbia. Deus os guie, proteja, de salvação para os Huitoto da Colômbia. Que Deus salve os indígenas da Colômbia e de todo o mundo. Que Deus nos ajude a plantar uma igreja lá. A família já esta lá, precisamos de ajuda para sustenta-los.

7. Pelos novos crentes Huitoto na Colombia. São duas famílias. Oremos pelo discipulado deles.

8. Pelos missionários Huitoto do Peru na Colombia. Eles precisão de uma casa. A ideia e construir uma casa para que não precise pagar aluguel a casa mês. Necessitamos de R$ 4.000.

9. Pela licença da família Yud no Brasil. Em dezembro 2014, janeiro e fevereiro 2015. Algumas necessidades:

– Tratamento dentário

– Um carro emprestado

– Férias no Brasil

– Visita a familiares e amigos

– Check-up medico para todos

– Visita a igrejas

– Agenda no Brasil

– Troca do marca passo da Queia

– Etc.

Como posso fazer parte do Ministério no Peru ?

Deus nos deu a oportunidade de amar e servir a Ele. Entregando nossas vidas, nosso tempo, os dons, talentos para Ele. Por meio das missões. Se você quer se unir a nos pode fazer das seguintes formas:

1. Comprometendo-se a orar por nos. Isso é o primeiro, o mais importante, a base de tudo. Orar é participar. Somos Dependentes de Deus e das suas orações. Orando.

2. Pode ofertar para o nosso sustento: – Mensalmente – Esporadicamente – Para um projeto especifico. Isso é repartir o que Deus te da, entendendo que tudo é de Deus. Dando: – Ofertando – Sustentando – Dando com um coração alegre. – Dar é uma atitude de coração e não de bolso.

3. Pode vir e se unir a esta aventura. Você ou o seu grupo serão bem vindos. Indo: – viajes de curto prazo – projetos de saúde – doando as tuas férias para missões – etc. – Biblicamente todos devemos fazer discípulos aonde Deus nos colocou. – Alguns deixam tudo e vão como nos e outros, mas Deus quer que todos façam discípulos na escola, no trabalho, na casa, na vizinhança, ou seja, em todos os lugares. Missoes é uma sociedade, igreja e missionários, missionários e igreja.

Se fora a oração você quer participar conosco, veja como em:

https://familiayud.wordpress.com/participe-conosco-brasil/

   isaias.mateus.yud

   cleiayud

Isaias Mateus Yud

““ Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Rios de água da vida vão jorrar do coração de quem crê em mim”.” João 7:37b, 38

 

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